À margem de um sismo

Gostava de poder vir aqui escrever algo com vinte e quatro palavras apenas. Mas ainda não foi desta. Está difícil. Os últimos tempos não têm sido fáceis para ninguém. Eu, preocupado em conceber que as equações de propagação de velocidades e acelerações não caem do céu, lá me vou movendo na ânsia de perceber as vibrações livres sem amortecimento. Coisas que a vocês nada vos dizem. O facto de nada me dizerem a mim é que me preocupa bastante.

Por cá, é outra a preocupação que tira o sono à classe política. Deixar o PS viver por mais uns tempos, aprovando o orçamento de estado graças à abstenção da direita. O triste é constatar que, para nós, cidadãos comuns, o OE quase nada nos diz, mesmo quando é o nosso verdinho ao fim do mês que está em jogo. Não há o mínimo esforço por parte daqueles que por nós foram eleitos em fazer perceber o que está em causa e qual o motivo do dilúvio instaurado no parlamento à custa desta brincadeira.

Deixando as trafulhices que pelo nosso país pairam e a mecânica que me atormenta a vida, existe, porém, algo bem mais crítico. A terra continua a tremer no Haiti, dias depois do momento que condenou aquele país. É triste ligar a televisão à espera de uma boa nova e, em vez disso, assistir a grupos armados em guerra aberta. Seja por comida, seja pelo que for. É triste. Eu e todos os que se andam a queixar, seja porque as dores nas costas estão piores que ontem ou porque o Sporting está longe do título ou porque os exames da faculdade não andam a correr assim nada de especial, devíamos pensar, por hipótese, que estamos sob aquilo que resta de um prédio e tentar imaginar como seria. Bem pior, não?

Nem tudo são números

Olá mundo!

É ao vigésimo quarto dia de Janeiro do décimo ano deste segundo milénio que chega até vós o 24. Por todos os motivos e mais alguns, hoje é um dia especial para quem inaugura a sua nova «casa».

Alguns saberão que não é a primeira vez que me aventuro nesta selva dos blogues. Outros se interrogarão sobre o nome que escolhi para apadrinhar o meu novo espaço de paródia e sabe-se lá mais o quê. Aliás, um nome que é um número. O que não é difícil de perceber tendo em conta que a minha vida gira à volta de números.

Mas então… Porquê o 24? Bem, primeiro porque já lá vão os tempos áureos da minha infância em que a minha avó me vinha perguntar aquele número que faltava para completar a aposta do Totoloto. E eu na minha mais sincera inocência dos cinco ou seis anos, lá dizia sempre “24”. E a coisa pegou. Sem saber bem como nem porquê tornou-se o meu número de eleição.

É óbvio que para quem lê, não passará de um número, mas posso prever que haverá muitas palavras por detrás dele.

Agora, olhem, aguentem-se à bronca porque vão ter que levar comigo 24 sobre 24!

Beijos e abraços!