Liderança (ou falta dela)

A notícia da morte do líder da maior organização terrorista dos últimos anos divulgada pelo Mr. President trouxe um certo gáudio a todos aqueles que sentiram na pele aquele momento de Setembro de 2001, tal que se criou a impressão de que todos os males da humanidade tinham chegado ao fim com o lançamento de um cadáver ao mar. Em boa verdade, todos sabemos que inocentes sempre morrerão, seja por aviões tomados por árabes que aniquilam edifícios nos EUA ou por gangs que atiram à luz do dia na Cova da Moura. De facto, o que é certo é que esta morte trouxe de certa forma algum sentimento de justiça ao povo americano, mas nunca a sensação de segurança porque, essa, não nascerá até ao dia em que todas as desigualdades sejam corrigidas e a magnanimidade dos que menos fazem por ter e que mais têm, se erradique em nome dos que mais suam a troco de migalhas. Mas não só. Não só o dinheiro gera vida. Os contrastes de valores e a interpretação do que deve ser a vida em sociedade colectiva em comunhão com o papel que os decisores políticos deverão desempenhar, são as questões essenciais neste mar agridoce repleto do bom e do mau.

Se empiricamente é sabido que o líder deve dar a cara pelo exemplo, qual é a parte que todos eles ainda não perceberam?