Agridoce

É na impotência que a vida nos confere que se centra o grande poder de podermos sentir, sem nunca controlar, certas coisas que ocorrem fora de nós e que torna tão diferentes os momentos pelos quais passamos. É impossível que um ano seja perfeito ou pior que péssimo. Assim como é muito pouco provável que haja anos marcadamente positivos ou negativos. O Zé povinho contenta-se com o que sempre teve – um ano agridoce. Eu não sou nada mais, nada menos, que esse Zé povinho. Venha mais um ano desses a que já me acostumei. Não querendo fazer figura de coitadinho – não, nada disso – a realidade, é que isto é que é um ano que se diga “normal”. Nem tudo corre mal, nem tudo corre bem. É esta a grande definição que tenho deste termo temporal e é isto que representa para mim – uma mistura, ora doce, ora amarga, de mim mesmo. Haja saúde.

Quebrando a minha linha de raciocínio, resta-me ser simpático e exclamar entusiasticamente:

Feliz 2012 minha gente!

Meio grau centígrado

Não me ocorre mais nada a dizer a não ser que “rapei um frio do caraças” em Évora. De resto, os picles permitiram soltar umas quantas gargalhadas e seria um acto de tremendo egoísmo da minha parte não atribuir particular relevo à séria conversa que tivemos os três sobre factores de eliminação a nível físico e pessoal. Sei que foi um momento de pura divagação da minha parte, mas ficou registado. Café agradável, lenha a queimar divinal. Até já Alentejo!

28-12-11

Pausa

Aqui vos deixo esta música que me deixa de caixão à cova.

Pearl Jam – «The Fixer»

 

E agora o que me deixa realmente enterrado é o saber que esta noite posso aspirar a poder dormir só um bocadinho mais do que tenho feito ultimamente. Mais um semestre na prateleira e agora resta saber se não vou ser emprateleirado pelos exames. Mas antes disso, um grande bacalhau com tudo a que tenho direito, muita saúde e alguma sorte, só peço alguma, porque a vida não está para grandes contemplações. Até lá, não vou estar aqui a comprometer-me com isto ou aquilo pois a minha cabeça pediu-me permissão para partir para uma estância turística, por tempo indefinido. Posto isto, vou dormir. Até um dia destes.

Voltar atrás

Eis uma melodia que me faz voltar uns valentes anos atrás, até à minha infância, onde tudo seguia as cores do arco-íris, e a inocência de uma irresponsabilidade saudável de quem gostava de crer que apenas existiam pessoas boas e tudo era possível.