V.

V For Vendetta

«Remember, remember the 5th of November.»

Justiça.
Amor.
Vingança.

Dos melhores filmes de todos os tempos.

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Já fui milionário. E a minha fortuna nunca foi verde.

21/08/13

Só termina no fim

Demorei. Demorei a compreender que o tempo é breve e se esvanece tão rapidamente, quanto mais lenta é a minha prontidão no agir. Demorei a entender que viver de olhos fechados é tão somente uma tentativa automática e desesperada de evitar o que é real e, acima disso, de ser eu próprio. Demorei a interiorizar o facto de uma porta se ter fechado em virtude de uma janela que, bem ou mal, foi deixada para trás, tão só e apenas porque assim o quis. Demorei a assumir que o legado por mim defendido – e que se consubstancia na ideia de que o Querer, só por si, consegue alcançar tudo a quanto se propõe – é profundamente errado e, mais que isso, não traduz, não raras vezes, quem sou ou quem quero ser. Demorei a pousar na terra e a reconhecer, sem qualquer vergonha de ter acreditado, que o Sonho é importante, que o Sonho alimenta a alma, que o Sonho é uma permanente e volúvel balança de sentimentos, mas – e apesar de toda a manifestação omnipresente da sua existência – o Sonho não dita felicidade. Demorei até abrir realmente os olhos e ver as coisas tal como são. Demorei a conhecer a penosa verdade que rege o Amor, em que ninguém é inteiramente de ninguém, ninguém pertence realmente ao mundo de ninguém, até porque, se assim o fosse, perder-se-ia a singularidade de cada um em detrimento de uma esperança de que duas partes tão distintas possam resultar em algo bom, num todo criador de felicidade. Demorei a ler que a vida não pára e que o meu percurso continua até que me escape o coração, a mente, a alma. Demorei a atingir a Verdade, mas consegui-o.

23/06/13

Uma vida em grande é feita das pequenas coisas.

21/06/13