Suposições (Do que sou e sinto)

Em nenhum instante
Supus a sua existência.
Pelo menos que me lembre.
Minha inocência…

Não imagino
Como nunca imaginei
Que pudesse ser real.
Atracção quase fatal.

Nada esperei
Quando talvez o devesse.
Triste a memória.
Coração que a esquecesse…

Falsa sensação
De um sorriso conhecido.
Tida numa noite dormida.
Que nunca fora vivida.

Nada controlo
No que há fora de mim.
Minhas fortes suposições.
Nem sempre têm um fim…

Nada fiz,
Tudo apenas pensei.
Faço o meu caminho.
Incógnito o destino.

Uma ambição muda
Não faz a vitória.
Mas o Sonho, meu Ser,
Conhecerá a glória!

De uma forma imprevista. 
Quando e onde acontecer. 
Sob algum género de sorriso.
Isto são certezas.
       Espero.

27/12/13

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Conheço-me como ninguém. E ao mesmo tempo nada sei de mim mesmo.

23/12/13

Primeiros balanços

Já vi por aí muita lista e diversos rankings sobre o que de melhor e pior trouxe 2013. Como sou uma pessoa cheia de paciência (para muito poucas coisas), apresento o meu Top20 das músicas que se fizeram ouvir neste ano. A ordenação escolhida pretende transmitir, tanto quanto possível, o meu grau de preferência. Have fun!

1. Daft Punk ft. Pharrell Wiliiams – Get Lucky
2. John Legend – All Of Me
3. Avicii – Wake Me UpDaft Punk
4. The Royal Concept – On Our Way
5. Pearl Jam – Sirens
6. Tiago Bettencourt – Canção do Engate
7. Pharrell Williams – Happy
8. Bruno Mars – Treasure
9. Justin Timberlake – Mirrors
10. James Arthur – Impossible
11. Florence And The Machine – Over The Love
12. U2 – Ordinary Love
13. Robin Thicke ft. Pharrell Williams – Blurred Lines
14. Jack Johnson – I Got You
15. Klangkarussell ft. Will Heard – Sonnentanz
16. Lorde – Royals
17. One Republic – Counting Stars
18. Of Monsters and Men – King And Lionheart
19. John Newman – Love Me again
20. Sean Paul – Other Side Of Love

É Natal

É Natal.
Soltam os mais novos
Burburinhos de contentamento.
É para eles o Natal,
A eles pertence o alento.Natal em Lisboa

Neva no Norte.
Iluminam-se as ruas frias
Com luzes cintilantes.
E até nós, não nascidos ontem,
As tomamos por fascinantes.

Respira-se outro ar.
Têm os mais simples gestos
Um superior significado.
E num fugaz abrir de olhos,
O racional vira enfeitiçado.

É Natal.
A pujança da festa na cidade
E a aldeia unida com sobriedade.

É Natal.
A dicotomia do frio que nos arrepia
E do calor que nos envolve em sua magia.

É Natal.

14/12/13

Silêncio.

silence4

Silence 4  |  5 Abril 2014  |  MEO Arena  |  Lisboa

Um pedaço considerável da minha infância preenche-se com músicas que, para minha tristeza, nunca tive a oportunidade de ouvir ao vivo e a cores. Passei anos a perguntar-me por que raio tinha acabado a banda portuguesa que tantas pessoas arrastou no final da década que me trouxe ao mundo, num momento em que parecia ter – sendo uma premissa unânime na crítica de então – tanto ainda para dar. Em apenas dois álbuns de estúdio, contam-se histórias e pensamentos, em melodias que se regem por um estilo muito próprio e que eu involuntariamente sempre concebera como “pouco português”. E foi sempre assim que os vi. Demasiado “grandes” para este cantinho quente e acolhedor, mas pouco disponível para a exultação da cultura. É certo que não se trata de um regresso em definitivo, mas pelo menos este concerto ninguém me tira!

Espontânea Vontade

Os desejos intermináveis
De escrever sem findar
Erguem as inolvidáveis
Palavras que são o meu ar.palavras1

As subjugações interiores
Que alimentam o meu viver,
Quiçá os únicos amores
Que não tive que escolher.

Sombrias vozes inaudíveis
Segredam dentro de mim
Estas palavras legíveis
Que escrevo sem fim.

Pequenas letras combinadas
Somente buscam a verdade
Quando o coração dá asas
À minha espontânea Vontade.

03/12/13

Não existe mente mais saudável que a da pessoa que se ri das suas próprias asneiras.

02/12/13