Do que me perdi

Existo, conheço, sinto.
Todos os dias um pouco mais.
Mas ainda não finto
Os pensamentos mais banais.

Nem eu quero fintar
A mais comum das sensações.
De contrário, quero captar
A vida dos demais corações.

Não se adivinha fácil.
De resto, nada o é.
De nada me vale ser hábil
Se não tenho qualquer fé.

Num instante que não sei
Tornei-me no que hoje sou.
Da esperança abdiquei.
Quase tudo me levou.

E agora que fito o horizonte,
Nega-me incerta luz a visão.
Talvez tema estar defronte
De quem um dia lhe soltou a mão.

17/01/14

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