É na tirania dos que se tomam como soberanos que reina a ignorância dos seus seguidores!

14/03/12

Para quê?

You’re asking again I told you before
The beautiful smile hides the troubled soul
Sad faces influence so easilySilence 4
I already have enough of that inside of me

So funny you’re still around after all these years
Ran away so many times, always ended up here
Could not ask for a thing from you
All you gave me I afforded to loose

You see…

It’s all too sad for me…
It’s too hard for me… to believe

It’s too painful for me
It’s so hard for me… to give

Too scared to jump, too dumb to fly
What side is stronger on this double-faced mind?
I make lies all day to keep the pain away
God knows my sins are already too big to pay

Even the tears I forget the taste
Maybe I should try to lick them off your face
And though I do try the best that I can
You had to be me to understand

That

It’s all too sad for me…
It’s too hard for me… to believe

It’s too painful for me
It’s so hard for me… to give

Smile On
Hang On

Silence 4 – «To Give»

A pergunta com que intitulo este apontamento tem uma aparente e fácil resposta. Simultaneamente, não consigo encontrar qualquer uma que pareça minimamente válida aos meus olhos. Que esperamos nós dos outros, nossos semelhantes, ao ponto de nos darmos a conhecer quase que incondicionalmente? Para quê tudo isto?…

Touché.

“… E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.”

Miguel Sousa Tavares

Revelação

Se um dia eu te disser que é medo isto que eu sinto
Não receies entrar neste meu labirinto.

Se esperares de mim uma abertura incondicional
É porque não compreendes como acho isso banal.

Se numa noite te responder que confio sem reservas
Foi um sonho que tiveste em momentos de trevas.

Se por fim julgares que não sabes como a mim chegar
Ou nunca tentaste ou nem tu te consegues encontrar.

Se te deixo tocar-me e atinges o que escrevi
Então, dá-me a mão, não me perco de ti!

04/02/14

Um ponto

Um ponto. Um mísero ponto do espaço. Pode unir-se a um semelhante por meio de uma linha recta ou curva. Pode, até, unir-se a partir de ambas as formas ou por uma alternância sucessiva destas. E, no entanto, nunca deixara de ser um ponto.

Pode ser um ponto discreto, vincando sem qualquer margem de dúvida, uma vizinhança tão grande em seu redor quanto o seu grau de discrição assim o permita. Pode, pois, alhear-se de uma infinidade de pontos do Universo.

Pode também, pelo oposto, aninhar-se numa nuvem de pontos que coabitam numa espécie de comunidade onde a ordem é expressa pelo somatório das vontades individuais, resultando numa voz – a da maioria – que dita as regras do jogo. Começa aqui a dúvida se o ponto ainda é só um ponto.

02/02/14