Distância intacta

Todos à espera do que não têm e o que não têm a não querer esperar por eles. Vamos atrás e o alvo afasta-se.

E é, assim, que essa distância permanece intacta, como se todos, estáticos, assistíssemos à passagem do tempo.

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Imagens

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Tudo são imagens. Tudo são cores.
E o sabermos que nada para lá delas somos se não reféns da construção que delas fazemos.

Farol da Guia, Cascais

É na tirania dos que se tomam como soberanos que reina a ignorância dos seus seguidores!

14/03/12

Para quê?

You’re asking again I told you before
The beautiful smile hides the troubled soul
Sad faces influence so easilySilence 4
I already have enough of that inside of me

So funny you’re still around after all these years
Ran away so many times, always ended up here
Could not ask for a thing from you
All you gave me I afforded to loose

You see…

It’s all too sad for me…
It’s too hard for me… to believe

It’s too painful for me
It’s so hard for me… to give

Too scared to jump, too dumb to fly
What side is stronger on this double-faced mind?
I make lies all day to keep the pain away
God knows my sins are already too big to pay

Even the tears I forget the taste
Maybe I should try to lick them off your face
And though I do try the best that I can
You had to be me to understand

That

It’s all too sad for me…
It’s too hard for me… to believe

It’s too painful for me
It’s so hard for me… to give

Smile On
Hang On

Silence 4 – «To Give»

A pergunta com que intitulo este apontamento tem uma aparente e fácil resposta. Simultaneamente, não consigo encontrar qualquer uma que pareça minimamente válida aos meus olhos. Que esperamos nós dos outros, nossos semelhantes, ao ponto de nos darmos a conhecer quase que incondicionalmente? Para quê tudo isto?…

Touché.

“… E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.”

Miguel Sousa Tavares

Quatro.

TCE049

Não deixa de ser um marco – e apenas isso – que o tempo se encarrega de assinalar ano após ano. Fora isto, é para mim sempre uma satisfação enorme ter podido escrever mais um ano de vida deste espaço que é, em primeira instância, meu e, em todos os momentos, vosso. Felizmente, tenho vindo a poder actualizar o 24 com maior regularidade em relação ao seu último ano e é minha forte vontade continuar a percorrer este trilho que conta, nesta altura, quatro anos.

Ilustro este momento com uma fotografia captada num instante da minha curta existência quando pouco menos tempo tinha de vida do que a idade que este blog hoje celebra. Loiro, gordo e de olhos azuis, continuo igual! :)

Do que me perdi

Existo, conheço, sinto.
Todos os dias um pouco mais.
Mas ainda não finto
Os pensamentos mais banais.

Nem eu quero fintar
A mais comum das sensações.
De contrário, quero captar
A vida dos demais corações.

Não se adivinha fácil.
De resto, nada o é.
De nada me vale ser hábil
Se não tenho qualquer fé.

Num instante que não sei
Tornei-me no que hoje sou.
Da esperança abdiquei.
Quase tudo me levou.

E agora que fito o horizonte,
Nega-me incerta luz a visão.
Talvez tema estar defronte
De quem um dia lhe soltou a mão.

17/01/14