Universo

Acima de nós.
Acima do tempo.
Acima da vida.
Acima de tudo.
O Amor. 

10/08/16

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Pessoas

Pessoas há que não falam.
Pensam e calam-se.
Pessoas há que fingem.
Sempre sentem, mas calam-se.

Pessoas há até que duvidam.
Perguntam-se e calam-se.
Pessoas há que dão tudo.
Pouco recebem, mas calam-se.

Pessoas há que não dão nada.
Tudo esperam e falam.
Pessoas há que querem mais além.
Sem saberem que apenas merecem desdém.

Pessoas há como estas ou outras.
E eu certamente uma delas.
Se destas ou outras quaisquer…
Interessará sequer saber?

30/07/16

Um poema.

“Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de ideias. Lute pelo que você ama.”

Augusto Cury
(Brasil, 1958)

1888-1935

 

Oitenta anos sobre o fim carnal do Maior de todo o sempre.

Fernando Pessoa
[Lisboa | 13/06/1888 – 30/11/1935]

Talvez um poema d’Amor

Transpiras o que sentes.
Não é difícil ter medo do que antes não conhecias.
Não é difícil deslumbrares-te neste labirinto imerso de sonho e magia.
Não é, aliás, difícil estenderes-te nos teus campos, contemplando a Lua.
Essa Lua que te ouviu desde pequena, tímida, frágil, esperançosa.
Uma esperança de um dia glorioso de sol e cheiro a maresia.
Uma esperança de algo tão poderoso que te fizesse suplicar
Pelo regresso da estável monotonia com que encaravas cada dia da tua vida.
Essa tua vida tão miserável, tão cheia de nada, tão cheia de vazios.

Aqui está ela.
A tua oportunidade.
A porta aberta para toda a vontade do teu ser até agora adormecido.
Queres ser feliz? Eu também.
Sê feliz, mas sê-lo agora.
Qualquer porta, uma vez fechada, não deverá voltar a abrir-se.
Nada será como dantes e tu sabe-lo.
Faz com que essa porta nunca se feche.
Só de ti depende cada jornada do que te queres fazer ser.

Faz o que fazes de melhor. Sorri.
Podes controlar cada centímetro da expressão do teu rosto,
Mas não podes mascarar qualquer riso da tua alma.
É a tua alma que te distingue dos outros.
E ela sorri neste momento.
Anda à roda nas próprias voltas que dás dentro de ti.
E corre. E balanceia. E canta. Até parece que fala.
Nunca falaste tanto sozinha como nas últimas madrugadas.
Que raio se passa contigo? Já não te conheces!

Deixaste de medir o tempo e começaste a viver-te.
Tinha o teu dia vinte e quatro longas horas de espera.
Uma espera por mais um amontoado de banalismos enviesados
Por formalidades sufocantes da rotina e do que tinha que ser feito.
Duas dúzias de horas e parecem-te agora pequenas as mãos
Com que tentas agarrar todo o tempo que te alimenta.
Fruis de cada vento como se amanhã a possibilidade de viver se dissipasse.
Anseias por tudo o que poderás viver a partir deste ponto de viragem.
Todos os caminhos possíveis partem de ti sem que saibas onde se cruzam.

O mapa é outro.
Abruptamente novo, perigosamente imenso, emocionalmente vasto.
Esquece as três dimensões.
Essas ficam para o que podes controlar.
E o que podes controlar é já realmente pouco neste momento.
Abriste a tua porta sem perguntares ao que vem,
Pelo que vem, quando e para onde vai. E porquê tu.
É esta a parte que amplifica a perplexidade da tua razão.
A razão de não haver qualquer razão para teres sido tu.

Mas enquanto prestas contas à razão
E às mil e uma perguntas que teimas em querer fazer,
É essa câmara de sonhos que guardas no peito que te prende à vida.
À nova vida que agora tens e que – deverias estar certa –
Terás até tão simplesmente deixares de querê-lo.
E, nos entretantos do teu corpo, vai correndo o espesso sangue do teu Amor
Pelas veias da irracionalidade genuína que te compõe.
Com a tua curiosidade, desbravas cada esquina da rua, por ti, agora descoberta.
A ilusão de um mundo desconhecido ficou para trás. Tudo são agoras.

Almas que se cruzaram e uma história nascida…
Não estas linhas.
Nem qualquer poema por mim assinado.
Não estando certo se mesmo alguma destas palavras vale o carimbo de algo verdadeiramente grandioso.
Nem mesmo tudo o que pela minha mão tenha conhecido um pedaço de papel.
Mas sim, absoluta e irremediavelmente, tu.
És o meu mais belo poema d’Amor.
Se isto for poesia, é claro.
Mas se não for… Restas-me tu. (E isso eu sei.)

 

04/09/15

Sessão de Autógrafos

É com prazer que anuncio que estarei presente na FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2015, amanhã, a 6ªFeira, dia 12 de Junho, entre as 14h e as 15h, para uma Sessão de Autógrafos e divulgação do meu Livro «Palavras de um Sonho».

O Parque Eduardo VII acolhe assim mais uma vez, por esta altura, os amantes dos livros e da Literatura, em geral. Juntem-se a mim e passem pelo stand da Chiado Editora! :)

Tiago

Palavras de um Sonho

Olha o mundo

Olha em frente, sempre em frente.
O futuro em presente
De poderes sempre viver
O Sonho que ambicionaste erguer.

Ergue o teu olhar,
Que é de olhar sem pensar
Que alcançarás o mais alto
Estado de alma. Chama-se Amar!

Olha sem medos, vê com a paixão
Que te instiga a querer saber
O que está para lá do alcance da tua mão.

Olha-te a ti, olha nos olhos dos mortais, vê tudo.
Não queiras antecipar o que ainda não viste.
Só assim conseguirás sentir o mundo onde te construíste.

28/04/15

A esplanada

Na esplanada cinemática
Feita de chegadas e partidas,
Há criaturas humanas
Que vêm e ficam,
Frescuras de alma
Em quem sempre habitam
Cruéis arrependimentos
De terem desafiado a matemática.

A esplanada pequena,Esplanada de Civil
O mundo de todos.
Dos atrasados
Que ficaram à porta,
Dos perdidos
Que não sabem onde estão
(Nem querem saber!)
E que, por arrogante ingenuidade,
Julgam ser donos da razão.

É esta a esplanada
Do verde e azul desassossego
Onde engenheiros inquietos
Projectam momentos, carreiras,
Vidas múltiplas, inteiras,
E arquitectos despertos
Para os quês da realidade
Desenham conversas pela insanidade.

Uma esplanada,
Um teatro de vários géneros.
De actores voadores
Que nos visitam sem recear
A chávena que o chão queira quebrar.
Da personagem que nos desperta
A mais inquietante das sensações
Num ímpeto que liberta
A voz dos nossos corações.

É esta a esplanada!
A nossa vida contada.
A conversa fiada
Como se não houvesse balada
Que desse por terminada
Esta vontade amplificada
De não cessar qualquer risada
Até que a chuva dite a debandada.

16/04/15

Donos de quê?

Nada é nosso.
Ninguém.
O suposto alguém.

Não há tempo
Que sempre nos pertença.
Nem espaço
Que nunca nos esqueça.

Somos apenas donos
De nós mesmos.

Não há amor
Que sempre dure.
Nem dor
Que nunca se cure.

Somos donos de nada.
Esse nada que somos.

Não existe momento
Provado sem razão.
Nem vida
Desprovida de paixão.

Nem o suposto alguém.
Ninguém!
Nada é nosso.

15/04/15

Nós

Nunca é tarde contigo.
As horas passam como o vento.
sssssE nós…
Não contentes com a vida,
sssssQuisemos sê-la.
Não submissos à regra,
sssssQuebrámo-la.
Não satisfeitos com o que somos,
sssssFomos mais.
Não resignados com a apatia,
sssssOusámos findá-la.
Não dominados pela lágrima,
sssssLutámos por e neste Amor.
E assim ficámos.

05/04/15